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INSCRIÇÃO ONLINE NO CONGRESSO

Ficha de Inscrição

Qualquer assunto relativo ao congresso deve ser tratado através do seguinte endereço de e-mail
congresso.apa@ics.ul.pt (secretariado do congresso – em funções a antropóloga Raquel Carvalheira)

 

IV Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia
"CLASSIFICAR O MUNDO"

De 9 a 11 de Setembro de 2009
ICS e ISCTE, Lisboa

 

EXPOSIÇÕES

 

Materiais Diversos: Antropologias no terreno

Produção e Apoio Financeiro: MUNICÍPIO DE MIRANDA DO DOURO

Apoios: CRIA, Museu da Terra de Miranda, UTAD

Não sei se por medo, se por não querer incomodar, alguém me dizia que quando se aproxima o tempo de iniciar o trabalho de campo para uma qualquer inquirição antropológica sente um “nervoso miudinho”; a sensação revela-se num crescendo contínuo que dura dias ou mesmo semanas e culmina com um relaxamento depois do “lá estar”. Porventura, todos nós assim ficamos. Porventura, todos nós disso precisamos… de criar um estranhamento, de nos estranharmos um pouco ao jeito de quando nos preparamos para fazer “longas viagens”, sejam elas em tempo, no espaço ou, mesmo, aquelas pequenas viagens em tempo e no espaço mas que são grandes nas rupturas criadas com as certezas mantidas. Os nossos envolvimentos em terrenos de pesquisa deixam-nos sempre marcas, marcam-nos de uma ou de outra forma.

A exposição Materiais Diversos – Antropologias no Terreno mostra-nos algumas dessas marcas que ficam da presença, dos encontros e reencontros, das conversas e diálogos mantidos. São fotografias, vídeos, sons, desenhos, palavras escritas em pedaços de papel arrancados de cadernos usados e desgastados que revelam, em muitos casos, os lados sombra de um processo que desafia a todos. Os escritos por vezes toscos, por vezes seguros, as fotos mais ou menos enquadradas, os sons e os ruídos, os traços desenhados e desalinhados são também formas de nos apresentarmos e comunicarmos como fomos vivendo essas experiências. Através deles contamo-nos, ou, de uma certa maneira, revelamos como construímos os olhares e/ou as posições donde observamos e somos observados. Um pouco na esteira de Rouch, esta exposição é uma outra forma de virarmos as ferramentas do conhecer para nós próprios... deixando-nos mostrar (um pouco) mais.

Humberto Martins

Vida e Pesca nos Mares da Bahia (Brasil)

Exposição de Fotografia de Franzé

Apoio: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Laboratório de Etnobiologia e Etnoecologia (LETNO) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB)

Desde o ano 2000, quando iniciou seu projeto de tese sobre Etnoecologia, Francisco José Bezerra Souto (Franzé), vem apontando suas lentes para cenas desse universo de águas, lamas, corais e pessoas. De ferramenta metodológica, logo passou a projeto de vida. Nascidas de uma oportuna fusão de hobby e trabalho, suas exposições compõem-se de fragmentos de etnografias visuais e fotos avulsas, cujos focos recaem sobre as diversas “gentes” do litoral da Bahia (Brasil), em diversos momentos de uma atividade ainda pouco conhecida e reconhecida: a pesca artesanal.

  

Na Bahia, esta atividade é composta de duas modalidades: a mariscagem, que é a coleta de caranguejos, siris e de moluscos; e a pesca propriamente dita, que é a captura de peixes, camarões e lagostas. Estes recursos são encontrados largamente em praias, manguezais e recifes ao longo do litoral baiano. Não por acaso, historicamente inúmeras comunidades foram colonizando estas áreas. Estes recursos, portanto se tornaram a base da sobrevivência dessas populações ao longo dos tempos, o  que  se mantém até os dias atuais.

Francisco José Bezzera Souto

© ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ANTROPOLOGIA